Carrega-te!

Cliché nº 1: A forma como vivemos determina grande parte da qualidade com que desfrutamos da vida.

Cliché nº 2: No quotidiano,  estamos muito empenhados em gerir a carreira, o orçamento, o stress, os conflitos, a educação dos filhos, e vamos deixando ficar para trás outros aspetos da vida, aparentemente menos prioritários.

As tensões da vida moderna, a pressão do tempo, as exigências profissionais crescentes são situações que tendem a alterar os nossos estados levando-nos, em muitos casos, a limites indesejáveis e a priorizar aquilo que não nos faz necessariamente bem.

A vivência destes limites, em que o bem-estar é sistematicamente posto em causa, influencia a nossa vida profissional e pessoal. Mais de metade do que afeta a tua saúde hoje, resulta do que fizeste ou não por ela no último ano.

Sabemos hoje, que as maiores mudanças começam nos passos mais pequenos. Não é preciso fazer um retiro no Tibete para encontrar o propósito da vida. Tão pouco é preciso sair todas as noites para ter interações significativas com os outros. Muito menos correr uma maratona para te sentires cheio de energia. Mas o Bem-Estar, a Saúde e a Qualidade de Vida são estados do ser humano, semelhantes a uma bateria. Merecem, por isso, alguns cuidados, incluindo ir de férias. Esses períodos em que nos afastamos do quotidiano para experimentar outras rotinas, junto de outras pessoas em outros lugares…

 

Carrega-te!

No seu livro “Fully Charged”, Tom Rath afirma que “quando estamos carregados, concretizamos mais, temos melhores interações”. A mente está desperta e o corpo forte, sentimo-nos altamente envolvidos e bem. Esta carga manda-nos para a frente e cria uma espiral positiva.

Estar atento e utilizar os recursos que promovem uma carga de energia adequada e constante é o equivalente a promover ativamente a saúde. Quanto mais carregados estivermos, mais autonomia sentimos, mais confiança depositamos no quotidiano, menores as probabilidades de falharmos.

Quando a bateria vai a meio, convém estar prevenido porque o mais provável é teres de acionar mecanismos num curto espaço de tempo. A prevenção dá-nos a ilusão de uma falsa “normalidade”, prende-nos a uma zona de conforto ou falso bem-estar. Não há nenhum problema instalado mas também não estamos no nosso melhor.

Quando temos a bateria no limite, remediar é uma reação, uma questão de sobrevivência a um problema em fase aguda . Ou ligamos o carregador rapidamente ou tudo pode acabar de repente. Nesta fase, o bem-estar ou a saúde dependem de uma ação concreta e imediata. Pode tratar-se de uma intervenção cirúrgica ou a toma de um medicamento para resolver determinada doença ou incapacidade.

Rath e a sua equipa fizeram a revisão de inúmeros artigos e recolheram cerca de 2600 ideias e estratégias para carregar baterias. Deste estudo, concluíram também que existem três aspetos comuns à maioria destas estratégias, que marcam a diferença entre um dia carregado e outro dia banal e desinteressante. São eles:

1. Significado – fazer algo que beneficie os outros para além de mim próprio;
2. Interações – criar conscientemente muito mais momentos positivos que negativos;
3. Energia – fazer escolhas que melhoram a saúde física e mental.

Começa por aqui!

Qual é o teu ponto de partida e de chegada? Questionar o estado atual da bateria, fazer o ponto da situação da carga permite avaliar o momento em que te encontras e equacionar o que precisas fazer. Sem culpa no presente, nem medo no amanhã!

O que é mais importante neste momento? Que prioridades se estabelecem? Do que precisas já?

Que compromissos podes assumir hoje? Planear minimamente uma estratégia permite visualizar o futuro e antecipar obstáculos. Que atividades te fazem recarregar sem custos?

A investigação demonstra que pequenas vitórias associadas a pequenos progressos, são aquilo que mais marca e mais prediz a carga da tua vida. Mas é preciso começar por algum lado! O que é que podes fazer já? Ir de férias!

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