guru de mim própri@

os gurus são gente poderosamente inspiradora, transbordam experiência, conhecimento,  sabedoria. Os gurus trazem conteúdos, eloquência nos discursos, vestem e desfilam na sua produção como gente grande. mais ou menos elaborados, mais ou menos experientes, mais ou menos esotéricos ou excêntricos, os gurus são gente como tu, que, somando o que aprenderam na escola da vida às circunstâncias, conseguiram reuniram e sistematizaram informação suficiente para criar o produto no qual são distintos peritos porque lhes atribuímos determinado reconhecimento.

uma imagem, um modelo, um livro, uma teoria, um curso, uma amiga que já foi e diz que é espetacular e tiras uma tarde ou um fim de semana e lá vais tu verificar se o mestre é mesmo mestre daquilo que dizem. quando o que quer que seja desse produto encaixa nas medidas do que queres ver, ouvir e sentir, deles captas as frases feitas (que já conheces), os lugares comuns (onde já estiveste), bebes a energia vitaminada do ambiente, partilhas a tua intimidade com o vizinho do lado, que se não o fizeres pode até parece mal, e no fim, ah no fim!!! sais outra pessoa, insuflada de motivos, inchada de vontades, a transbordar expetativas, a vomitar projetos………… e depois?…bem, depois, tu saberás!

percebo que idolatrar algo ou alguém seja importante e até determinante nalgumas fases. reconheço-lhes o peso e o valor, sobretudo aqui (Portugal) e agora (Troika prá frente, Troika prá trás) quando muito se fala de crise (de valores), de mudanças (na sociedade), de instabilidade (no emprego), é preciso encontrar referências que nos prendam ao chão, que tragam esperança no que quer que venha a ser o futuro.

eu própria descobri o desenvolvimento pessoal em 1994, quando iniciei o consumo desenfreado de Dale Carnegie (de quem saliento a célebre “Não te queixes, não critiques e não condenes”), a que se seguiram mais uma serie de outros escritores, palestras, conferências, convenções (sim, sou assim curiosa sem fundo)!

de uma forma ou de outra, tudo contribuiu ao que sou e faço hoje. e nas muitas reflexões que tenho sobre a minha prática e sobre as gentes com quem lido profissionalmente, as ideias confluem num único sentido – levar o individuo a ser guru de si próprio. Sim, guru de si próprio. a explorar e desenvolver a matéria que o compõe para que prevaleça a sua Capacidade e Autonomia, para que perca o medo e se afirme enquanto Perito no seu modelo (Estilo),  Especialista no que melhor conhece (sua Vida), Escritor da sua estória, Preletor do seu curso. o que fôr que lhe seja verdadeiramente válido.
mas sobretudo a não (voltar a) precisar de mim, primeiro porque não sou guru de nada em particular e depois porque acredito que aquele que reúne em si as virtudes e os utensílios necessários para a sua receita, jamais torna a precisar de ouvir outros pregar sobre o que deve e não deve, sobre o que pode ou não pode…

ser guru de si próprio é uma caminhada feita de aceitar e assumir o poder de conduzir uma vida única, é vestir e desfilar diariamente nesse discurso, com escolhas equilibradas de ingredientes, de sabores e de texturas, na medida das bonanças e das intempéries, das causas e dos efeitos, dos propósitos a que se dedica. é ser Especialista do seu Ser, Campeão da sua Vida… inspirador, não?!

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