Rodead@ de quem (se) importa.

Numa época crítica em numerosos aspetos, pôem-se à prova a qualidade das redes sociais. Não falo de Twitts nem de Likes, falo de humanos que se cruzam, se tocam e se sentem, sem outro intermediário para além do ar que respiram.

O contacto que estabelecemos com o Outro, a partilha e a capacidade para recorrer do seu suporte – emocional, técnico, ou até material é, segundo inúmeros estudos, vital.

Neste contexto, o wellness social trata da densidade e da qualidade das interações que estabelecemos ao longo da vida, pela riqueza das trocas e aprendizagens que proporciona aos seus elementos.

Os laços que se criam e se desfazem, as cores que vão compondo o nosso quadro relacional, as comunidades de que vamos fazendo parte, que, ao iniciar (e terminar) na familia que nos está destinada, enquanto grupo primário, passa pelos amigos, a família que escolhemos, e dentro desta, os que nos acompanham ao longo da vida, e os que vão ficando para trás, os colegas, os vizinhos, os grupos de interesse, entre outros.

De todos resgatamos, por querer ou não, (um pouco de) pigmentos da cor que trazem. É essa cor, que misturada pelas pinceladas das circunstâncias, torna a nossa existência única e especial.

Há pinceladas que destacam o brilho de algumas (cores), há outras que as afastam e outras ainda, que as eliminam. Haja coragem, porque há brilhos que importa recuperar e cores que importa apagar.

A qualidade dos relacionamentos humanos, a nossa satisfação com eles e sobretudo a sua importância no atravessar de fases mais complicadas serão, para muitos a revelação de novas cores.

Que brilho(s) tem o seu quadro?

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